quinta-feira, 27 de junho de 2013

Uma das mais famosas escultoras em argila foi Camile Claudel, trago aqui uma breve biografia sobre essa fantástica artista.

Camille Claudel nasceu em 8 de dezembro de 1864 na pequena cidade de Aisne chamada Fères-en-Tardenois e cresceu na aldeia de Villeneuve-sur-Fère, território de Champagne, ambos na França.
Seus pais, Louis-Prosper Claudel e Louise-Athanaïse Claudel, tiveram quatro filhos, mas somente três sobreviveram, duas mulheres e um homem. A irmã mais nova, Louise, era a preferida dos pais. Camille, já com veia artística, criou com o irmão Paul uma cumplicidade. Paul, quatro anos mais jovem viria a ser no futuro poeta e dramaturgo.
Seu pai, maravilhado com o precoce talento de Camille que, ainda criança, produziu esculturas de ossos e esqueletos com impressionante verossimilhança, oferta-lhe todos os meios de desenvolver suas potencialidades. Sua mãe, por outro lado, não vê com bons olhos, colocando-se sempre contra a todo aquele empreendimento, reagindo muitas vezes violentamente no sentido de reprovar a filha que traz incômodos e custos excessivos para a manutenção de seu “capricho”.
A vida da inigualável Camille Claudel foi sempre palco de especulações no final do século XIX e a razão disso se deveu à sua relação amorosa com seu professor, mentor intelectual e amante - o também inigualável escultor do século XIX Auguste Rodin. Esse relacionamento tremendamente tumultuado virou nas mãos de um dos gênios da literatura, Henrik Ibsen, a peça "When The Dead Awaken". O drama pessoal entre Camille Claudel e Rodin serviu, também, para ofuscar o brilho de Camille como artista.
Dotada de enorme talento que pode ser claramente visto em seu trabalho, desde jovem Camile demonstrava maestria na utilização do barro e o fazia com destemido instinto. Ela preferia a sensação de tocar o material à de desenhar. Quando a familia de Camille mudou-se do bairro onde moravam para o bairro "Nogent-sur-Seine" passaram a ser praticamente vizinhos de Alfred Boucher, importante escultor do século XIX. O pai de Camille levou seus trabalhos para a apreciação de Boucher que, impressionado com o talento da jovem, levou esses trabalhos para a apreciação de outro famoso escultor Paul Dubois. Após a aprovação desses dois gênios da escultura foi fácil para Camille entrar para a "Académie Colarossi" uma das raras academias abertas também para mulheres.
Em seguida, juntou-se a um grupo de três outras escultoras e começaram a ter aulas informais com Boucher que visitava o estúdio das "moças" uma vez por semana. Quando em 1883 Boucher mudou-se para a Itália, Rodin assumiu a responsabilidade perante os estudantes de Boucher. O deslumbramento pelo enorme e precoce talento da artista e os encontros sucessivos entre Rodin,43 anos e Camille, 19 anos, levou-os a uma relação que durou quinze anos, relacionamento que influenciou toda a técnica utilizada por Camille em seus trabalhos até então. Naquela época, a talentosa Camille tentou existir num mundo que ainda não era feito para mulheres.

O período em que ela ficou no estudio de Rodin como sua assistente foi considerado o mais produtivo da vida do famoso escultor e para Camille, a pior fase para a sua afirmação como escultora, independente dele. Sua vida e seu trabalho ficaram, sem dúvida, ligados ao gênio Rodin o que virou uma trágica história de criação, amor e loucura. Para Rodin Camille foi modelo, assistente, amante e rival. O domínio da juventude e beleza de Camille sobre Rodin levou-o a prometer-lhe casamento em 1884.

Quando Camille esculpiu o busto de Rodin ela o fez rude e forte. Rodin, modelava Camille raramente como uma vencedora (escultura A França). A obra mais famosa de Camille, A Valsa, marca o coroamento da relação de ambos e da sua realização como escultora. Na época em que foi influenciada pela arte japonesa Camille esculpiu em mármore e ônix, As bisbilhoteiras. Quando Camille, em 1884, assistiu Rodin em Calais seu trabalho sofreu significativas alterações. Suas esculturas iniciais refletiam explendorosa tradição da Academia Francesa em especial na leveza e nas formas das faces, como em sua escultura "Giganti", de 1885, que demonstra uma superfície natural que utiliza os reflexos da luz para distinguir os diversos planos da face. Em seu trabalho "Young Girl with a Sheaf" que poderia ser traduzido como "Uma jovem com um feixe de trigo" Camille mostra uma jovem debruçada sobre um feixe de trigo e utiliza sua técnica particular para mostrar a dócil e lisa face da jovem contraposta com a textura de um fundo rude ou grotesco.
A vida de Camille foi marcada por paixão, sofrimento e revolta.
O romance com Rodin terminou em 1898, mas Camille continuou a esculpir. Longe dele começou a ter problemas financeiros e a demonstrar sinais de disturbios mentais. Em 1906, ela destroi grande parte de seu próprio trabalho sendo internada em um hospital para doentes mentais. Do hospital Camille mantinha correspondência com sua familia e seus amigos. Nessas correspondências, às vezes, Camille pedia à sua mãe que lhe mandasse alguns itens como chá, açúcar em cubinhos e, repetindo as palavras da própria Camille, "...café brasileiro porque é de excelente qualidade...". Com seu irmão Paul, a intensidade das cartas chegou ao nível do emocionante. Paul, em seus escritos sobre a irmã, descreve o trabalho da artista:
"Da mesma forma que um homem, no campo, se serve de uma árvore ou de um rochedo ao qual seus olhos se prendem, a fim de acompanhá-lo em sua meditação, uma obra de Camille Claudel no meio do apartamento existe unicamente através de suas formas, assim como essas curiosas rochas colecionadas pelos chineses, como um tipo de monumento do pensamento interior, o tufo de um tema proposto a todos os sonhos. Ao passo que um livro, por exemplo, somos obrigados a ir buscá-lo nas prateleiras de nosso armário, uma música, a tocá-la, ao contrário, a peça trabalhada, de metal, ou de pedra, exala de si mesma seu encantamento, e a casa inteira é por ela penetrada". (Paul Claudel)


Algumas obras

























durante uma das nossas oficinas do PIBID de Artes Visuais nós utilizamos a argila para realizar um link com a arte indígina com crianças da escola EMEF Francisco Xavier Kunst, elas adoraram, mostrando que com a argila é possível lincar praticamente qualquer tipo de arte, nos dando infindáveis possibilidades.

Pote: técnica do rolo

Será mostrado aos alunos um vídeo com muitas imagens explicando a cerâmica e o grafismo indígena, para que eles possam aprender um pouco mais da importância que o barro tem para esta cultura e a utilidade dos objetos produzidos.
A seguir, deverá ser feita uma explicação sobre a preparação da argila e de como ela deve ser amassada e somente então, eles poderão dar início a confecção do pote a partir da técnica do rolo.

Passo a passo técnica do rolo:

• Com um pedaço de barro e utilizando as mãos, formar rolos com espessura uniforme (fig. 1).

• Para a base da peça, enrolar um rolo sobre si mesmo e aplicar a barbutina 

• Sobrepor várias camadas de rolos sobre a base. Antes da aplicação da barbutina, deve-se fazer ranhuras nos rolos para que colem melhor

• Quando a peça estiver do agrado, pode-se alisá-la com as mãos, com a ajuda de um teque (pode ser cartão de crédito) ou de uma esponja úmida 
• Deixar secar em contato com o ar










Placa de argila

Será dado um pedaço de argila para os alunos e explicado como será feita a placa:

  1. Preparar o pedaço de argila do mesmo modo que foi feito nas outras atividades;
  2. Amassar a argila para que ela fique achatada;
  3. Com o auxilio de um cabo de vassoura, deixar a massa uniforme, de modo a ficar como uma placa;
  4. Cortar a placa usando como molde um porta-retrato.

Os enfeites e desenhos serão feitos com base no grafismo indígena, com o auxílio de uma palito de churrasco, na argila ainda molhada.













Forno de Barranco

Uma característica interessante da Cerâmica é a simplicidade de sua técnica e as muitas variáveis que possibilitam que ela se torne algo simples, possível de se fazer em qualquer lugar, com qualquer recurso.

Por ser parte de uma cultura muito antiga, a cerâmica é facilmente adaptável em sua técnica. Um exemplo disso é o Forno de Barranco.

A queima da cerâmica é uma das partes mais importantes do processo, e ela pode ser feita de diversas maneiras, entre elas, pode-se utilizar Fornos elétricos, a gás, fornos de tonel, de argila com pedras, entre muitos outros, mas nenhum deles é mais simples do que o Forno de Barranco.

Para fazer, basta cavar três grandes aberturas em um barranco, preferencialmente em um terreno com poucas pedras e de barro vermelho. Uma vez cavados estes dois buracos, um em cima do outro, basta interligá-los com uma série de pequenos furos e construir duas chaminés com a ajuda de tijolos e barro para o reboco.


Feitas as chaminés (Uma de cada lado do buraco de cima, como na foto acima), basta colocar as peças de cerâmica a serem queimadas no buraco de cima, de forma bem distribuída e uniforme. Feito isso, é só escorar alguns tijolos na abertura de cima e rebocá-la com mais argila.


Depois, basta fazer uma pequena fogueira no buraco debaixo, para secar as paredes e ir esquentando o sistema aos poucos.
Por ser um método bastante rústico, a queima tem que começar bem devagar e aumentar aos poucos, até o nível máximo de calor que a fogueira pode produzir.
O ideal é manter a fogueira sendo alimentada por cerca de 7 horas (haja madeira!) e depois deixar o fogo apagar sozinho, evitando um resfriamento muito abrupto, que pode quebrar as peças.


Passado o tempo da queima, é só quebrar o reboco da abertura de cima e retirar as peças!


Como já foi dito, é um método muito rústico, requer muitos experimentos de tentativa e erro até chegar a um resultado ideal. Vale lembrar que este método é arriscado, pois pode comprometer as peças durante a queima. É importante um aumento de temperatura lento e uma técnica refinada de moldagem e amasso de argila.

Este modelo de Forno de Barranco eu mesmo que criei. Existem outros já mais testados e aperfeiçoados, mas não são tão simples e fáceis.

Por fim, o Resultado!
Velho Ramud - Argila Palhoça/Forno de Barranco

Ramon de Oliveira
Philippe Faraut é um artista figurativo especialista no retrato em escultura de argila e em esculturas em pedra. O escultor capta com facilidade - a expressão, e reproduz com perfeição o que as figuras humanas estão passando naquele exato momento. Buscando o ideal de beleza do renascimento, ele dá inicio em suas esculturas feitas em argila (normalmente em tamanho real) primando por aquele padrão característico e marcante que muito me agrada em sua arte.






Mas a argila é também um dos mais poderosos elementos da medicina natural (ou terapias não convencionais), para tratar e curar certar patologias. É um excelente antitóxico e remineralizante e possui um grande poder bactericida e desinfectante.
Amassar o barro. Bater o barro. O trabalho com argila requer que  seja  bem   amassada, com as mãos, ou mecanicamente, para  compactar  e  eliminar todas as bolhas  de ar  existentes  em seu interior. As  bolhas  poderão  fazer com que a peça exploda dentro do forno, durante a queima, como também podem  provocar rachaduras  em peças que estejam secando.
Pode-se também amassar o barro, jogando-o sobre uma superfície lisa repetidas vezes. 
Não se deve esquecer  que Bater o Barro é  uma etapa da preparação que não pode deixar de  ser realizada.
Caso a argila endureça ela  pode ser  reciclada  sem que perca  suas características  originais.  Para tal deixa-se secar completamente e, em seguida,  coloca-se o material, quebrado em pequenos pedaços,  num recipiente,  cobrindo-o  com água. Após alguns dias,  a massa resultante, já completamente amolecida,  pode  ser posta  para secar sobre uma placa de gesso ou de madeira. No entanto  precisa ser bem  amassada para ficar novamente  pronta para o uso.
A reciclagem  de grandes quantidades  pode ser feita com um equipamento chamado Maromba.  



São denominados barros magros  os que partem com facilidade quando trabalhados, e barros gordos os que possuem mais maleabilidade-plasticidade.  


Cerâmica é a argila (barro) que  queimada em forno torna-se dura  e pouco quebradiça.  Os seus principais elementos constitutivos são a sílica e o alumínio. 

Há  milhares de anos já se faziam objetos de argila. A  Cerâmica  é  uma atividade  que  mantém inalterável, até hoje,  os seus principais  fundamentos :obter  a argila, moldar, secar e  queimar.
São inúmeros os tipos de argila existentes. Algumas são usadas para confeccionar  telhas, tijolos, manilhas, vasos de plantas etc; outras para confeccionar pisos, azulejos,objetos etc; outras para a chamada louça branca usada principalmente em  banheiros- pias, vasos sanitários etc; e outras para a chamada cerâmica artística - artesanal - objetos utilitários, objetos decorativos,  esculturas etc
A argila existe em toda superfície terrestre. Alguns tipos são encontrados a céu  aberto  e outros  em minas subterrâneas.
A argila quando retirada da natureza geralmente contém corpos indesejáveis, impurezas,  e por isso necessita ser beneficiada através de processos mecânicos e químicos. Se for conveniente  podem ser acrescidos ou retirados elementos de sua composição para usos específicos e  regular  sua plasticidade (ocorrência de  rachaduras e esfarelamento).

As argilas são  colocadas à disposição dos consumidores  na forma líquida, em pó  e na mais  usual - a  forma plástica.
Hoje em dia  existe no mercado  uma variedade enorme de argilas  já prontas  embaladas em blocos, pesando cerca de 10 quilos, algumas até trazidas do exterior,  cada uma com características próprias de usos e aplicações.  

No dia 21 ao 22 ocorreu no Campus 1 o Madrugadão das Artes com a produção de Xilogravura e Serigrafia.
Mas um principais eventos foi a montagem do forno para queima das obras criadas pelos alunos de Escultura 1.